NERVUS

13 de maio de 2026 · João Bruno

Quanto plantão te deve agora? Calculadora simples

Método prático em 4 colunas para descobrir quanto cada prestadora, hospital ou cooperativa te deve hoje — sem planilha gigante.

Toda quinta de manhã eu fazia a mesma conta de cabeça, com pressa, no caminho do hospital.

“A UPA me deve aquele sábado, mais o domingo. O Bom Samaritano me deve dezembro inteiro. A prefeitura… a prefeitura eu não sei mais.”

Era essa a frase. Repetida quase toda semana. Junto com a sensação de que talvez tivesse esquecido um — e que esse “um” valia R$ 1.200.

Nesse post eu te entrego o método de 4 colunas que usei (antes do NERVUS existir) para parar de esquecer. Funciona com caneta e papel, com planilha simples, ou com o app — depois você escolhe.

A pergunta certa não é “quanto ganhei”

O médico plantonista vive no espaço entre trabalhou e recebeu. Existe uma terceira coluna que ninguém te ensinou a olhar: vencido e não recebido.

A maioria das planilhas que circulam por aí trata plantão como “renda do mês”. Não é. Plantão é um título a receber com prazo elástico. Quando você não separa essas etapas, perde o controle.

O método de 4 colunas

Para cada plantão, registre estas 4 informações:

  1. Quem deve — Prestadora, hospital, cooperativa, prefeitura. Nome curto, sem siglas que daqui a 6 meses você esquece.
  2. Data do plantão — A data do trabalho, não a data prometida de pagamento.
  3. Valor combinado — Bruto, antes de IR e taxa da prestadora. Vamos lidar com líquido depois.
  4. Status — Um destes 4: agendado · cumprido · faturado · pago.

O segredo está no status. Cumprido é diferente de faturado. Faturado é diferente de pago. Quem trata os três como o mesmo monte é quem perde dinheiro.

Por que 4 colunas e não 10

Já testei planilhas com 15 colunas. Não funciona. Quanto mais campos, menos você preenche, e quando você não preenche, a planilha vira ruído — e ruído é pior que silêncio.

4 colunas é o mínimo que dá controle real. Depois disso, é firula.

O cálculo que importa

Soma todos os plantões com status cumprido ou faturado, separado por quem deve.

Resultado: “A UPA me deve R$ 4.200. O Bom Samaritano R$ 8.700. A prefeitura, R$ 12.000 — esses três meses que ninguém devolve email.”

Esse número, repetido por pagador, é o que dá clareza. Não é o saldo da conta. É o direito a receber que está vivo no mundo.

Onde isso encaixa no NERVUS

Quando construí o NERVUS, essas 4 colunas viraram a aba Plantões. Você lança no chat (“sexta de noite na UPA, R$ 700”), e o app organiza nesse formato — com o status andando sozinho quando o pagamento entra no extrato.

Sem planilha. Sem cabeça. Sem aquela quinta de manhã.


Se você quer testar o NERVUS antes de virar pago, entra na lista do beta. São 20 vagas por rodada e priorizo médicos que vivem essa rotina de prestadora-hospital-prefeitura — o cenário pior é onde o app brilha mais.